
Fonte: musica.uol.com.br
As multidões que as seguem não são mais as mesmas, mas as boy bands continuam entre nós. Com 80 milhões de CDs vendidos em 15 anos, o grupo americano Backstreet Boys volta ao Brasil. Os shows em São Paulo (quinta-feira no estacionamento do Credicard Hall) e Rio (sábado no Citibank Hall) são em espaços menores do que os da última vinda ao país, em 2001, quando cantaram no Maracanã e no Anhembi. É a primeira vez que o agora quarteto vem ao Brasil após a saída amigável de Kevin Richarson, em 2006. "Foi estranho e triste, mas temos que nos acostumar", resigna-se AJ McLean, em entrevista por telefone ao Jornal do Brasil, de Santiago, no Chile.
A publicação convidou Roy Rosselló, ex-membro do Menudo --a seminal boy band dos anos 70 e 80, nascida em Porto Rico-- para entrevistar AJ, 31 anos. Rosselló mora no Brasil e prepara o CD "História de Amor", que sai em junho.
Roy: O que esperam do Brasil, onde cantaram para milhares e foram seguidos por uma multidão em Copacabana?
AJ: Há muitos anos que não cantamos no Brasil, mas tenho a sensação que será caótico e maluco. Vamos ver se continuamos fortes depois de tanto tempo.
Roy: Acredita que boybands anteriores como o Menudo exerceram alguma influência ou serviram de referência ao trabalho de vocês?
AJ: Não. Ouvíamos artistas de outro gênero, na maioria grupos vocais como Boyz II Men. Essas bandas que trabalham as harmonias vocais são as nossas preferidas desde o começo. Eram os caras que tinham a ver com o que fazemos. Nossa imagem é associada ao Menudo e ao New Kids on the Block, mas não era o que procuravámos. Nunca foi nossa intenção ser como esses grupos.
Roy: Vocês sentem alguma diferença na reação do público se compararmos os anos 80, os 90 e agora? O que mudou nessas três décadas?
AJ: Mudou bastante. Os fãs cresceram. Vemos famílias e garotas que cresceram nos ouvindo. Babás adolescentes apresentaram nossa música às crianças. Nosso pop é positivo e não tem idade, vai dos quatro aos 85 anos. Vemos rostos novos e familiares.
Roy: Por terem começado a trabalhar jovens, vocês tiveram preocupação sobre o que fazer com o dinheiro que ganharam? Investiram ou gastaram com coisas menos duradouras?
AJ: Nenhum de nós esperava tanto sucesso no mundo do entretenimento. Temos 16 anos de mercado, mas a ficha ainda não caiu. É algo muito divertido e feito com paixão. Acho que quando fizermos 20 anos de banda que vamos parar para falar "nossa, isso tudo é incrível".
Roy: Em toda a carreira, qual foi o maior público pagante que já tiveram? Quantas pessoas? Qual foi a emoção de ver a plateia?
AJ: Provavelmente foi em Montreal, no Canadá, para mais de 80 mil pagantes. Foi insano. Ver as pessoas gritando é irresistível. Nunca vou esquecer. Mas mesmo não sendo 80 mil a sensação é parecida. Não importa a quantidade de fãs. Há plateias menores que fazem muito mais barulho. Depende do perfil dos fãs. Para nós não se trata de tamanho, mas da diversão e empolgação.
Roy: A banda continua com quatro dos membros originais, que estão juntos desde o começo, em 1993. Você poderia explicar o porquê desta longevidade? Vocês são mais fortes juntos do que separados?
AJ: Somos mais fortes juntos, com certeza. Temos mais sucessos, somos mais bem recebidos. É uma soma de diferentes perfis. Poderíamos ter carreiras solo de sucesso, já que somos um fenômeno há tanto tempo. A longevidade vem por sermos uma família. A banda é a nossa vida. Somos felizes do jeito que está.
As multidões que as seguem não são mais as mesmas, mas as boy bands continuam entre nós. Com 80 milhões de CDs vendidos em 15 anos, o grupo americano Backstreet Boys volta ao Brasil. Os shows em São Paulo (quinta-feira no estacionamento do Credicard Hall) e Rio (sábado no Citibank Hall) são em espaços menores do que os da última vinda ao país, em 2001, quando cantaram no Maracanã e no Anhembi. É a primeira vez que o agora quarteto vem ao Brasil após a saída amigável de Kevin Richarson, em 2006. "Foi estranho e triste, mas temos que nos acostumar", resigna-se AJ McLean, em entrevista por telefone ao Jornal do Brasil, de Santiago, no Chile.
A publicação convidou Roy Rosselló, ex-membro do Menudo --a seminal boy band dos anos 70 e 80, nascida em Porto Rico-- para entrevistar AJ, 31 anos. Rosselló mora no Brasil e prepara o CD "História de Amor", que sai em junho.
Roy: O que esperam do Brasil, onde cantaram para milhares e foram seguidos por uma multidão em Copacabana?
AJ: Há muitos anos que não cantamos no Brasil, mas tenho a sensação que será caótico e maluco. Vamos ver se continuamos fortes depois de tanto tempo.
Roy: Acredita que boybands anteriores como o Menudo exerceram alguma influência ou serviram de referência ao trabalho de vocês?
AJ: Não. Ouvíamos artistas de outro gênero, na maioria grupos vocais como Boyz II Men. Essas bandas que trabalham as harmonias vocais são as nossas preferidas desde o começo. Eram os caras que tinham a ver com o que fazemos. Nossa imagem é associada ao Menudo e ao New Kids on the Block, mas não era o que procuravámos. Nunca foi nossa intenção ser como esses grupos.
Roy: Vocês sentem alguma diferença na reação do público se compararmos os anos 80, os 90 e agora? O que mudou nessas três décadas?
AJ: Mudou bastante. Os fãs cresceram. Vemos famílias e garotas que cresceram nos ouvindo. Babás adolescentes apresentaram nossa música às crianças. Nosso pop é positivo e não tem idade, vai dos quatro aos 85 anos. Vemos rostos novos e familiares.
Roy: Por terem começado a trabalhar jovens, vocês tiveram preocupação sobre o que fazer com o dinheiro que ganharam? Investiram ou gastaram com coisas menos duradouras?
AJ: Nenhum de nós esperava tanto sucesso no mundo do entretenimento. Temos 16 anos de mercado, mas a ficha ainda não caiu. É algo muito divertido e feito com paixão. Acho que quando fizermos 20 anos de banda que vamos parar para falar "nossa, isso tudo é incrível".
Roy: Em toda a carreira, qual foi o maior público pagante que já tiveram? Quantas pessoas? Qual foi a emoção de ver a plateia?
AJ: Provavelmente foi em Montreal, no Canadá, para mais de 80 mil pagantes. Foi insano. Ver as pessoas gritando é irresistível. Nunca vou esquecer. Mas mesmo não sendo 80 mil a sensação é parecida. Não importa a quantidade de fãs. Há plateias menores que fazem muito mais barulho. Depende do perfil dos fãs. Para nós não se trata de tamanho, mas da diversão e empolgação.
Roy: A banda continua com quatro dos membros originais, que estão juntos desde o começo, em 1993. Você poderia explicar o porquê desta longevidade? Vocês são mais fortes juntos do que separados?
AJ: Somos mais fortes juntos, com certeza. Temos mais sucessos, somos mais bem recebidos. É uma soma de diferentes perfis. Poderíamos ter carreiras solo de sucesso, já que somos um fenômeno há tanto tempo. A longevidade vem por sermos uma família. A banda é a nossa vida. Somos felizes do jeito que está.


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