sábado, 4 de abril de 2009

Ex-menudo Roy entrevista A.J. 02-03-2009


Fonte: musica.uol.com.br

As multidões que as seguem não são mais as mesmas, mas as boy bands continuam entre nós. Com 80 milhões de CDs vendidos em 15 anos, o grupo americano Backstreet Boys volta ao Brasil. Os shows em São Paulo (quinta-feira no estacionamento do Credicard Hall) e Rio (sábado no Citibank Hall) são em espaços menores do que os da última vinda ao país, em 2001, quando cantaram no Maracanã e no Anhembi. É a primeira vez que o agora quarteto vem ao Brasil após a saída amigável de Kevin Richarson, em 2006. "Foi estranho e triste, mas temos que nos acostumar", resigna-se AJ McLean, em entrevista por telefone ao Jornal do Brasil, de Santiago, no Chile.
A publicação convidou Roy Rosselló, ex-membro do Menudo --a seminal boy band dos anos 70 e 80, nascida em Porto Rico-- para entrevistar AJ, 31 anos. Rosselló mora no Brasil e prepara o CD "História de Amor", que sai em junho.

Roy: O que esperam do Brasil, onde cantaram para milhares e foram seguidos por uma multidão em Copacabana?
AJ: Há muitos anos que não cantamos no Brasil, mas tenho a sensação que será caótico e maluco. Vamos ver se continuamos fortes depois de tanto tempo.
Roy: Acredita que boybands anteriores como o Menudo exerceram alguma influência ou serviram de referência ao trabalho de vocês?
AJ: Não. Ouvíamos artistas de outro gênero, na maioria grupos vocais como Boyz II Men. Essas bandas que trabalham as harmonias vocais são as nossas preferidas desde o começo. Eram os caras que tinham a ver com o que fazemos. Nossa imagem é associada ao Menudo e ao New Kids on the Block, mas não era o que procuravámos. Nunca foi nossa intenção ser como esses grupos.
Roy: Vocês sentem alguma diferença na reação do público se compararmos os anos 80, os 90 e agora? O que mudou nessas três décadas?
AJ: Mudou bastante. Os fãs cresceram. Vemos famílias e garotas que cresceram nos ouvindo. Babás adolescentes apresentaram nossa música às crianças. Nosso pop é positivo e não tem idade, vai dos quatro aos 85 anos. Vemos rostos novos e familiares.
Roy: Por terem começado a trabalhar jovens, vocês tiveram preocupação sobre o que fazer com o dinheiro que ganharam? Investiram ou gastaram com coisas menos duradouras?
AJ: Nenhum de nós esperava tanto sucesso no mundo do entretenimento. Temos 16 anos de mercado, mas a ficha ainda não caiu. É algo muito divertido e feito com paixão. Acho que quando fizermos 20 anos de banda que vamos parar para falar "nossa, isso tudo é incrível".
Roy: Em toda a carreira, qual foi o maior público pagante que já tiveram? Quantas pessoas? Qual foi a emoção de ver a plateia?
AJ: Provavelmente foi em Montreal, no Canadá, para mais de 80 mil pagantes. Foi insano. Ver as pessoas gritando é irresistível. Nunca vou esquecer. Mas mesmo não sendo 80 mil a sensação é parecida. Não importa a quantidade de fãs. Há plateias menores que fazem muito mais barulho. Depende do perfil dos fãs. Para nós não se trata de tamanho, mas da diversão e empolgação.
Roy: A banda continua com quatro dos membros originais, que estão juntos desde o começo, em 1993. Você poderia explicar o porquê desta longevidade? Vocês são mais fortes juntos do que separados?
AJ: Somos mais fortes juntos, com certeza. Temos mais sucessos, somos mais bem recebidos. É uma soma de diferentes perfis. Poderíamos ter carreiras solo de sucesso, já que somos um fenômeno há tanto tempo. A longevidade vem por sermos uma família. A banda é a nossa vida. Somos felizes do jeito que está.

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